Estou a tentar organizar um chá do bebé físico (não está fácil com tanta coisa por fazer, ok ainda tenho 4 meses para o nascimento do bebé) mas ainda não sei bem como o fazer, quanto mais um chá do bebé virtual?
Sei que no Brasil há sites especializados em que as pessoas compram o que querem oferecer e a empresa recebe o pagamento, no final faz a entrega na casa da pessoa...
Mas nós não temos nada disso em Portugal! Ou temos?.... Hummm....
Ajudem-me, dêem ideias e dicas de como fazer este evento virtual que eu sou um pouco leiga nestes assuntos hahaha
Olá! Hoje tive um dia difícil, um dia que me deixou triste e, de certa forma, revoltada com a humanidade. Ao levar o meu filhote ao parque infantil deparo-me com adolescentes que ainda acham ter 12 anos, que ainda reclamam quando o meu filho e filhos de outros pais se chegam a uma diversão ocupada por eles. Entenda-se que o meu filho ainda não está perto dos 5 anos, crianças com estas idades querem e pronto, mas dei por mim a vê-lo privado de brincar aonde lhe apetecia. Não fiz nada uma vez que ele muito elegantemente lhes virou as costas e lá continuou, e quando lhe chamaram “mal-educado” quase desejei que o sangue nortenho falasse… Mas ainda bem que não.
Acabamos por ir embora e fomos dar uma bela volta ao centro comercial, onde alugamos um carrinho de criança porque ele estava cansadinho e passamos por mais uma situação. O meu marido estava a pagar a conta do super mercado e eu fui até o café, onde deixei o carrinho encostado a uma mesa por ser a que estava mais afastada da outra, e foi a forma que encontrei de “reservar” o nosso lugar, enquanto eu ia buscar o bolo da mamã e do bebé. Sempre de olho nele, pois estava preso no carrinho e a menos de 5 metros de mim, fico parva da minha alma quando vejo que o homem que estava à minha frente na fila pega no tabuleiro e se vai sentar ali mesmo ao lado do meu filho, com tantas mesas vagas, e ainda olha para ele e o ignora completamente! Mas da mesma forma que há pessoas parvas, há pessoas boas.
Vamos então acabar o dia em grande quando, ao apanhar o autocarro, nos sentimos aliviados para voltar a casa. Estava cheio mas logo houve uma senhora que cedeu lugar e lá me sentei com o menino. Não tinha nenhum lugar à minha frente naquele momento pois eram dois lugares virados para um, e quando a senhora que viajava ao meu lado se levantou, eu passo automaticamente para o lugar dela, encostadinhos à janela, quando a senhora que viajava de frente para nós fala com o meu filho de uma forma troglodita! Disse qualquer coisa como “Vens para aqui mas é para ficares quietinho com esses pés!” (ainda me estava a sentar e já ela estava a falar rudemente para o meu menino). Calei-me, primeiro pensei que o problema fossem as calças serem claras, mas depois achei que a senhora de 60 anos era pobre de espírito e não sabia o quão bom era a sua vida, apesar de ter um problema na perna por ter espetado um prego… A minha avó com a idade dela não saía de casa sozinha porque não podia! O meu marido ficou muito indignado e disse-me, no final da viagem, que se não tivesse entrado tanta gente, ele tinha ido lá falar com a senhora e dito que “se ela realmente tivesse um problema nas pernas nunca se devia sentar em lugares virados de frente um para o outro, pois da mesma maneira que o meu filho a poderia aleijar acidentalmente, qualquer adulto o poderia fazer!” e com razão… Mas que exemplo de respeito estes nossos idosos dão às nossas crianças? E ainda se queixam que os mais novos não respeitam, quando eles próprios passam à frente nas filas sem sequer pedir licença e quando falam para os novos com sete pedras nas mãos?
Mas sabe tão bem chegar a casa e ver notícias de ações de caridade e amor que partiram das mais variadas pessoas como Hailey Ford de 9 anos que constrói casas para os sem abrigo e ainda tem uma horta com o intuito de lhes dar algo para comer!
Como a história de um grupo de amigos que decidiu criar a Street Store, onde os sem abrigo podem escolher roupas como se estivessem numa loja, roupas essas doadas por cidadãos que lá passaram e algo deixaram! Nada melhor que visualizar o vídeo.
Se procurarem nos motores de busca vão encontrar imensas notícias deste género, mas dificilmente encontrarão a notícia de uma menina de 9 anos que faz da sua infância uma missão de vida! São estas pequenas coisas que me fazem ter esperança e amor pelo ser humano enquanto ser vivo.